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Saúde

Caneta emagrecedora ocupa lugar que jĂĄ foi de videocassete e uĂ­sque no contrabando via Paraguai

As canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai passaram a ocupar recentemente um espaço que em dÊcadas passadas foi de outros itens contrabandeados e requisitados por consumidores brasileiros.

fonte · diariodecuiaba14 jun 2026agora

As canetas emagrecedoras fabricadas no Paraguai passaram a ocupar recentemente um espaço que em dĂŠcadas passadas foi de outros itens contrabandeados e requisitados por consumidores brasileiros. O comĂŠrcio na fronteira evoluiu de um polo de aparelhos como videocassete e toca-fitas automotivo, nos anos 1980, para um centro de eletrĂ ́nicos na dĂŠcada de 1990 e de itens de tecnologia avançada nos Ăşltimos anos. Hoje, ĂŠ fonte do contrabando de medicamentos de preços elevados.

Hå em 2026 um crescimento acelerado das apreensþes de canetas e ampolas emagrecedoras por órgãos como Receita Federal e Polícia Federal, principalmente em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com a paraguaia Ciudad del Este. Uma ação coletiva busca liberar no Brasil, para uso pessoal de pacientes com prescrição mÊdica, a importação de emagrecedores paraguaios. O processo mira medicamentos como TG, Lipoless, Tirzedral, Tirzec, Lipoland, Gluconex e Slimex, que, segundo a ação, são registrados na Dinavisa, a autoridade sanitåria do país vizinho.

Os cinco primeiros sĂŁo facilmente encontrados em farmĂĄcias de Ciudad del Este. Mas a prĂłpria Dinavisa jĂĄ emitiu alertas sobre a circulação de versĂľes falsificadas de medicamentos paraguaios na regiĂŁo da fronteira e classificou a situação como de grave risco para a saĂşde pĂşblica. As canetas ainda nĂŁo ocupam o lugar do cigarro no topo da lista de produtos mais apreendidos, mas o crescimento do contrabando ĂŠ um dos principais problemas enfrentados hoje pelos ĂłrgĂŁos de repressĂŁo, uma vez que veem como risco Ă saĂşde o ingresso no paĂ­s de medicamentos nĂŁo autorizados pela Anvisa (AgĂŞncia Nacional de VigilĂ ̆ncia SanitĂĄria).

"Quem perde? Todos. O consumidor, porque ninguĂŠm sabe que controle tem essa caneta.

A indĂşstria nacional perde, porque esse produto chega mais barato, ĂŠ mais atrativo. E o erĂĄrio, porque ele nĂŁo paga imposto", diz Edson Vismona, presidente do FNCP (FĂłrum Nacional Contra a Pirataria e a Ilegalid...

Este é um resumo curado pelo The Prism a partir da publicação original. O texto completo está disponível no veículo de origem, no link abaixo.